
A gente de Troporiz (2/4)
[Texto de Felix Rodrigues Barreiros (Ortografia e gramática preservadas) - 2009]
Como todos sabem Troporiz sempre foi terra de muitos artistas, gente muito trabalhadeira, terra de muitos Moleiros como já falei, mas também de artistas como: Caçadores, Pedreiros, Carpinteiros, Marceneiros, Ferreiros, Sapateiros, Cesteiro e Costureiras...

[...] A seguir a casa do Sr. Rodrigues e esposa D. Lucilia, imigrantes que foram no Brasil, aonde habitavam o Dr. Chaves (genro) e esposa D. Tininha, sua filha e minha amiga Lili. Essa família era muito querida e estimada por toda freguesia e demais terras, pois o Dr. Chaves era médico muito famoso e de muita bondade onde consultava muita gente sem nada cobrar. Também tinha consultório de dentista em Monção, bom homem e profissional corria diversas freguesias de bicicleta. Mais tarde o sogro Sr . Rodrigues lhes deu um carro. Ainda por vezes- nas férias, morava lá o Doutor Oswaldo e esposa, D. Mariazinha (vindos de Coimbra) filho e nora do Sr. Rodrigues, o filho do Dr. Oswaldo, o Zeca (meu amigo que morreu no Brasil), e ainda o irmão Dr. Carlos, bem me lembro de todos.
A seguir a casa da Tia Deolinda que tinha o apelido de bicicleta e o irmão Artur e a Tia Carreça, que foi esposa do meu Tio Antonio. Esse não conheci, tinha um filho chamado Felix, que morreu lá pela Espanha. A
saudosa Tia Neves e seu esposo guarda fiscal, boa costureira e muito alegre com os saudosos filhos Maria da Neves e o amigo Sergio. Grandes amigos fomos no Brasil e depois em Troporiz. A Maria deixou uma boa filha, a Cremilda, moça bondosa e de bom trato.
A seguir, a casa da Quinhas, aonde meu saudoso pai tinha uma boa loja e lá se faziam os famosos serões. Ainda me lembro do Tio Zé Breia, o marido da Quinhas (meu bom amigo "barbudo") e sua filha Fernanda, aqui [ele] faleceu no Brasil. A casa do Tio Zé Flores e esposa Tia Conceição da Neta com os filhos da minha infância: Mana, Tina, Zé, Toni e Carolina. A Tia Conceição era uma pessoa muito bondosa na freguesia.
A seguir, a casa do meu saudoso Padrinho Sr. Felix e madrinha D. Beatriz, com as filhas e minhas amigas, Leia e Ercilia, onde eu passei minha infância, bem tratado e com muito carinho, pois muito me estimavam e sempre eu lá estava. Nas noites de inverno, minha madrinha muito me ensinou a fazer os deveres de escola, talvez por isso, fui um bom aluno. O nosso bom amigo, Senhor Laureano, chamado de Rachaça e nosso eterno regedor, homem muito bom e de fino trato.
Nas Eiras de Cima, o Tio Albano e esposa (Tia Nabo) com a filha Conceição Sabana. Homem muito alegre e de boas piadas que até hoje ainda se falam em Troporiz (como por exemplo : "a moça chora " e "César, homem mais lindo de Troporiz , a bom piçalho"), pois é do conhecimento de todos que o conheceram. Ainda ha outras histórias, pois ele era um computador de sabedoria, más não vou contar o resto pois ainda existem pessoas vivas.
Mais a frente, o Tio Mosqueira e sua esposa conhecida como Tia Rainha. Homem muito bondoso com quem a gente muito conversava quando íamos com as ovelhas para o Pombal. As filhas: Conceição Emilia, Abílio Francisco, e o saudoso Lino, casado com a Tia Rosa do tino, mãe dos nossos amigos Salero, lino , Maria e Gracinda, com quem eu muito andava pelos Montes com as ovelhas, boas moças. Ainda tinha um outro irmão falecido. O Lino que eu ainda o vi trabalhar como bom pedreiro, homem muito bondoso como todos os demais, e o Francisco e o Abílio, muito meus amigos no Brasil.
A seguir indo para o lugar do Alho tem a casa da Tia Lucinda, eu ainda me lembro do seu marido falecer. Pais de meus amigos e companheiros de escola, João Amaral, ótimo aluno com uma linda caligrafia, o Felipe e o Geraldo, que eu fui conhecer em Angola. Mais abaixo o Tio Manoel Cego e esposa, Maria Seabra, mãe dos amigos Nelinho (com quem eu aprendi a arte de caiador) e a Maria, nossa companheira de ir para o Monte com as ovelhas, e ainda tinha um filho que lhe havia morrido, chamado de Alfredinho, que dizia a Mãe nasceu no mesmo dia e ano que eu.
A Casa do Canelas, onde eu conheci a Tia Emília Pita, depois para lá foi à Tia Ana e filha Maria do Canelas com os filhos: Mario, Esperança, Benvinda, Mariazinha e um outro chamado Dorval, que morreu na Argentina, essa família era muito chegada a nós.
A seguir, a Tia Avelina, mãe dos meus amigos Felipe e Candido. A seguir a casa da Tia Balbina, mãe do Manoel sapateiro, da Maria e da Gracinda, nessa época também ali na outra casa morava o Tio Meira e Tia Maria Castela, com os filhos: o Zé, o Manoel (apelidado de vinagre), Antonio (esse meu grande amigo), o Tino e a Maria. Junto no mesmo lugar mais duas casas, uma dó Tio Faustino, que eu ainda me lembro dele, com as filhas: Thereza e Maria da Bazorra e o Bazorra, grande caçador, a Tia Thereza com a filha, Maria e o Domingos chamado de ""pipa"", a Tia Maria com os filhos e nossos amigos Geraldo e Augusta. A casa ao lado do Tio Álvaro do Pito e Tia Maria com os filhos João, meu contemporâneo amigo, Augusta, o Necas, a Saudade, a Conceição e o Amandio. Tio Alvaro foi por longo tempo presidente da junta de Troporiz, pois nesse tempo havia Regedor e Presidente, lá em baixo na Ponte Nova o Tio Moises e família de quem já muito falei.
Em cima, nos Boiedos o Antonio da Neta e esposa D. Lucilia, gente muito boa e amiga, com seus filhos: Nuno, Alberto, Miguel, Manoel, Zeca, Lucia, Maria, Benjamim, Fernando e Vitor. O Tio Antonio, na primeira vez que fui a Portugal em 1965, fiquei grande amigo dele pela amizade que tinha com seus filhos. Eu, ele e demais muitas farras fizemos juntos, quem sempre nos acompanhava era o Tio João Grosso. Me lembro de quando ele levou um tiro na loja dele e ficou com deficiência para se locomover, passando depois a comprar madeira. A mãe, Tia Maria Perrinha, continuou na loja.
Voltando ao Alho temos a casa, hoje do genro do amigo Salero, onde as Do Canelas moravam. Mais tarde lá morou Tio Meira e toda a família da Castela, em frente à casa da Sra. Mizinha. Ainda conheci a Mãe dela, conhecida como Sra. Maria da Loja, aonde em tempos foi loja do meu falecido Pai Teotônio, depois do Antonio da Neta e por fim da amiga Lola. Mas ainda no Alho chegou a ter outra loja quando, Sr. Mario , pvai da Lola veio da Espanha e ali abriu uma taberna, junto à do Antonio Neta. Mais tarde ficou só a mais antiga que hoje passou para um café. Ali moraram Sr. Mario e Senhora Generosa, pais da Lola, e amigo Pepe, pois ali era como disse o ponto de encontro de toda a malta. A casa da Tia Adorinda da Costa, Mãe da Tia Nina, Mãe do amigo Geraldo falecido no Brasil, Tia Laura (mulher de muito trabalho), a Augusta e a mais nova e ainda o Zé da Chareca, que casou em Requião com a Chareca mais velha. As Do Costa eram ótimas moças das rendas e do crochê. Já perto da ponte de Rebouça, a casa da Tia Manota, pessoa muito querida por todos, pois era uma pessoa muito querida em Troporiz. O sobrinho Amadeu que de vez em quando dava uma de cantor e cismava de fazer serenatas morreu em Angola.
Na Ponte, a casa do meu cunhado Manolo e minha saudosa irmã Maria, grande artista e homem muito bom, Pais dos meus sobrinhos: Mario, Judite, Fernando e Joça. Ainda existia o primeiro filho que faleceu. No largo de Rebouça, a casa do Sr. Luiz Mello e esposa, Tia Maçarico, grande lavrador. Me lembro que depois da guerra chegou a Troporiz vindo da Alemanha, pois ninguém o conhecia e me lembro que na crise da guerra começou a fabricar sabão, pois a crise era grande. Pais do Antonio Mello, Relho, Tia Ermezinda (casada com o amigo Zé do Laranjeira) e a Tina.
A casa também da Tia Esmeralda, casada com o João da Bina, e sua Mãe (que eu ainda me lembro dela), ali também havia a loja do Tio Evaristo e Tia Adelaide, que ali no Largo de Rebouça também parava a mocidade e a Adelaide, sobrinha boa moça chamada "de Laida Tendeira", casada com o amigo Joaquim do Roque. O Tio Grosso de quem já falei e da esposa Tia Maria, mãe dos amigos Zé e Louro falecidos ambos no Brasil e a Palmira. Ali o Tio Grosso tinha a forja, que já muito falei dela, ao lado a casa do Marques, mais tarde do Sr. Joaquim Geraz chegado da América, que chegou e nada encontrou dele, pois entrou na justiça com o cunhado Marques para reaver o que lhe pertencia e ali morou até sua morte. Homem muito bondoso, casado que foi com a Tia Tereza a filha Maria, casada com o amigo Vergilio.
Na outra casa moraba o Ti Ze Nora com a Tia Maria Fajarda, de quem já muito falei e dos seus filhos: Felismina, a muda, Florinda, o Mario, o Manoel, a Maria e o Armando, meu amigo no Brasil. Noutra casa, Tia Rosa da Chica casada com o Manoel, chamado de Manoel Piloto, me lembro dele morrer, deixando a Tia Rosa com os filhos: Zeca e Manoel, bons marceneiros e o Antonio da Chica, sobrinho dela de quem já muito falei.
Na casa a frente, o Cesteiro Velho, que eu ainda me lembro bem, e os filhos: Manoel Cesteiro, Abrão e o Jacinto, o Tio Manoel casado com a Tia Izaura e os filhos: Maria, Jacinto, Aida e o Sergio ""Potinho"", o Tio Abrão casado com a Tia Madalena, mãe de Evaristo, Antonio, Valdemar e Adelaide e um que faleceu chamado de Joaquim , meus amigos de infância.
Mais a frente à casa do Tio Lias Meira com esposa e filhos: Maruga António, Tião, Alice e José, na outra casa a frente o Tio Clemente e esposa Tia Maria. Casa a frente o Tio Albino, bom pedreiro e filhos: Eva, Maria, Conceição, Olindina, mãe do amigo Augusto. Meu amigo falecido no Canadá o um outro que morava na França mas não me lembro de seu nome. Mais a frente à casa do Tio César, meu saudoso patrão e Tia Eva de quem já falei com os filhos meus contemporâneos: Maria, Perfeita, Né, Carolina e Teresa.
Casa do João Peniche, homem bom, amigo dos amigos, ótimo caçador e grande proprietário em Troporiz, casado com a Maria da Isaura e pais da amiga Manuela. No lugar da Carvalheira a casa do Tio Zé do Cabo e Tia Isaura, homem bondoso de quem também já falei, com os seus filhos: Maria, Lila, Osvaldo, Aida, Adelaide, Fátima, Miguel e Lucília, com quem nós muito brincávamos em crianças pois me lembro das três casas onde eles moraram, amigos da nossa infância. Casa a frente do Tio Núncio, pai de Eulália e Guilhermina, á frente a casa da Tia Rosa, mãe do amigo Abílio, meu grande amigo, onde também morava a Tia Gracinda esposa do Tio Eleutério, grande pedreiro e imigrante que foi no Brasil.
[Continua]